O Mel do Leão: O Mito de Sansão

Autor Nenhum
ISBN 9789898864512
PVP 15.49€ (IVA incluído)
1.ª Edição janeiro de 2019
Edição atual 1.ª
Páginas 128
Apresentação Capa dura
Dimensões 150x222x12,5 mm
Categorias Catálogo Ensino Secundário Plano Nacional de Leitura e Aprendizagens Essenciais

«Há poucas outras histórias na Bíblia com tanto drama e ação, tanto fogo de artifício narrativo e emoção pura, como os que encontramos no conto de Sansão: a batalha com o leão; as trezentas raposas a arder; as mulheres com quem dormiu, e a única que amou; a traição por parte de todas as mulheres da sua vida, desde a sua mãe Dalila; e, no final, o seu suicídio homicida, quando fez desabar a casa sobre si próprio e três mil filisteus. Contudo, para além da fera impulsividade, do caos e do barulho, podemos entrever uma história de vida que é, no fundo, a viagem atormentada de uma alma isolada, solitária e turbulenta, que nunca encontrou, em lado algum, um verdadeiro lar no mundo, cujo corpo era ele próprio um duro lugar de exílio.»

Em O Mel do Leão, David Grossman escolhe um dos mais vivos e controversos personagens da Bíblia. Ao revisitar a famosa luta de Sansão com o Leão, as suas muitas mulheres e a traição de todas elas – incluindo a única que ele amou – Grossman dá-nos uma provocatória visão da história e do seu clímax, a última ação mortal de Sansão quando faz ruir um templo sobre ele próprio e milhares de filisteus.

Numa prosa extremamente lúcida, Grossman revela-nos a vida de uma alma só e torturada, que nunca encontrou uma verdadeira casa no mundo, que nunca se sentiu bem no seu corpo e que, poderão dizer alguns, foi o percursor dos modernos bombistas suicidas.

Uma viagem fascinante e controversa pela história e psicologia de uma das personagens mais significativas da Bíblia, que lança um novo olhar sobre o passado, projetando-o no mundo de hoje.

«A aventura deste homem milenar, cuja tragédia, à semelhança de Édipo, foi a de não conseguir suportar um destino demasiado grandioso a si imposto, toca-nos diretamente no nosso próprio âmago.» – The Independent